Reflexão: A Inovação e a Arte – A influência dos novos tempos

O mundo atual regozija-se em tecnologia e, constantemente, em novas descobertas. Não por acaso, INOVAÇÃO é, cada vez mais, a palavra da moda. Bom, não é, ou não parece ser, apenas um modismo efêmero, afinal a busca por Vantagens Competitivas hoje está galgada em novas idéias, a busca por um diferencial, algo que, realmente, surpreenda e encante os Clientes (ou público-alvo, de forma mais abrangente).

E quando abordamos o mundo da Arte, a Inovação ostenta esse mesmo ar de preciosidade? Bom, para o grupo musical Lens Kraftone, talvez a resposta a essa pergunta não precise ser exatamente precisa ou mesmo relevante, mas com certeza eles estão testando o público em uma nova vertente: a música eletrônica com criatividade e muitos aparatos.

Imagine uma música produzida por comandos em controles do Wii (aquele vídeo-game inovador da Nintendo, no qual você faz movimentos com os braços para controlar os personagens dos jogos ao invés de ficar apenas parado em frente à tv apertando botões). Essa é a tônica da banda. Aliar os recursos tecnológicos que o mundo nos disponibiliza aos conhecimentos musicais de cada um dos integrantes, produzindo música diferente, para ser surpreendente. E o melhor: com performances ao vivo.

Assim como já era possível um instrumento musical hoje ser utilizado para reproduzir o som de uma banda inteira, ou mesmo de uma orquestra, agora vemos equipamentos eletrônicos que não são instrumentos musicais reproduzindo os mesmos sons. E essa revolução tecnológica não se apresenta apenas no âmbito musical. Teatros ganharam tecnologia e os atores compartilham suas habilidades e inspirações com efeitos especiais. Filmes puderam virar desenhos animados e hoje são feitos totalmente por computadores. Esculturas podem ser feitas por máquinas, assim como quadros podem ser pintados em série sem “perda de tempo” – outra característica essencial do mundo moderno. Certamente, tudo isso exige pessoas com visões artísticas por trás para que possam acontecer.

A questão reflexiva deste artigo reside no âmago da emoção humana, e que deixa os puristas, no mínimo, incomodados: o avanço da tecnologia e o desejo inconstante e agressivo da busca pela Inovação estão ferindo o propósito da Arte, em representar os sentimentos, vontades e anseios do ser humano, ou, pelo contrário, mostram apenas o reflexo de nossa sociedade atual e a abertura do leque de oportunidades, da convergência e integração das diferentes áreas das ciências?

Estamos seguindo para um mundo de constantes novas possibilidades, ou a praticidade das modernidades está corroendo nossa capacidade e, principalmente, vontade de exprimirmos nossos mais profundos sentimentos, construindo um mundo mais frio nas relações humanas?

Talvez seja prematuro termos uma resposta definitiva acerca deste tema, mas uma coisa é certa: o mundo corporativo nos ensina que, gostos pessoais à parte, as tendências não devem ser ignoradas.

Enquanto isso, podemos analisar um pouquinho mais para apurarmos nossas conclusões: http://www.myspace.com/lenskraftone.

Bruno Mathias
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