A Contribuição da Liderança no Processo Empreendedor

Em um mundo cada vez mais competitivo e globalizado, percebe-se uma necessidade que demanda profissionais diferenciados, com características e perfis diferentes do que até então estávamos acostumado a encontrar. Tal cenário exige líderes que apresentem duas competências determinantes: visão estratégica e visão do negócio.

A primeira delas diz respeito a como a empresa organiza seu ciclo virtuoso, sendo essa competência responsável pela interação da empresa com o mercado em que atua. É a partir dessa visão que se trabalha o médio e longo prazo, a criação e interação com cenários, de tal forma que eles sejam favoráveis à organização. A segunda competência diz respeito à visão do negócio, tão necessária para uma melhor tomada de decisão. Conhecer o negócio significa compreender as forças, fraquezas, ameaças e oportunidades e somar a demais análises e dados da empresa e mercado desenvolverem o tão falado Planejamento Estratégico. Até aqui nenhuma novidade, certo?

Certíssimo! Pois o diferencial se dá não pelas visões e planejamento, mas sim pelas ações. E aqui entra justamente o aspecto determinante da liderança, a qual deve estar preparada para lidar com os novos talentos, fazendo com que as visões e o planejamento sejam um mapa efetivo e não imutável para o alcance de resultados. E também vale lembrar que visão sem ação não serve para nada.

Se então, a necessidade é de pelo menos caminhar, caminhe na direção certa. E qual é a direção certa? Certamente é aquela na qual você tem muitas dúvidas e algumas convicções, suficientes para você avançar, superar, surpreender e se necessário retroceder, pois é na convicção que se encontra aonde você, profissional ou organização, quer chegar.

É também esse um dos mecanismos (modelo mental) dos empreendedores. Primeiro onde quero chegar e depois o que tenho que fazer para chegar lá. Talvez um dos melhores exemplos seja a estratégia de criatividade “WD”, a qual preconiza três pontos estratégicos: sonhador, crítico e realista. A princípio é muito simples, o sonhador simplesmente se permite sonhar, sem limites. Aliás, no sonho tudo pode. O segundo ponto diz respeito ao crítico, que sempre aponta o que deve ser feito para que dê certo. Lembre-se o que devemos fazer para que o sonho se realize, isso significa analisar e nos precaver para preservar o sonho de tal forma que nos permita realizar. Trata-se de um olhar capaz de criar condições para realizar, o que nos leva ao terceiro ponto, que é o realista. Trata-se do plano de ação com tudo o que estamos dispostos a fazer para tornar o sonho uma realidade. Já identificaram o que significa “WD”? Em 2007, participei de um seminário Internacional pela Florida Christian University em Orlando, onde tive a oportunidade de estudar e conhecer os bastidores da Disney, o que me deu uma melhor compreensão de como a estratégia de criatividade utilizada, e, logicamente criada por Walt Disney se configurava naquele mundo extraordinário. Nem preciso dizer o quanto o processo foi, é e provavelmente será empreendedor. E para finalizar um pensamento do Walter Elias Disney, certamente um dos maiores empreendedores que já tivemos. “Você pode sonhar, projetar, criar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo, mas é preciso pessoas para o tornar o sonho realidade”.

Tenha um excelente dia!

Beijo no coração

Abraços

Adilson Souza
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Publicado na Revista Saúde BUSINESS – Ano 02 – nº 12