Stomp!

Stomp!

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Água, areia, baldes, latas, boias, bolas de basquete, isqueiros, jornal, sacos plásticos, sacos de papel, sucata, pia, vassouras, esfregões, mãos, pés, cadeiras de bar... Para o grupo percussionista Stomp, tudo isso é música! E das boas.

No sábado 21 de agosto de 2010 pude presenciar um show deles em São Paulo, e uma coisa é certa: você sai impressionado.

Não é do costume popular apreciar músicas tão distintas, especialmente sem letras. E isso pude verificar ao vivo também: no começo do show, havia dois garotos ao meu lado, em torno dos seus 7 ou 8 anos, cujos vídeo games portáteis estavam mais interessantes que as batidas corporais insistentes vindas do palco. Porém, após algumas músicas, os ouvidos já estavam mais atentos, e as telinhas desligadas.

Por isso vale a pena conhecer o som desse grupo. Significa expandir horizontes, apreciar uma arte incomum, que mistura ritmos musicais com artes circense e marciais. Significa explorar sentidos sub utilizados, entender ou apenas relembrar que nosso corpo e mente podem sempre ir muito além. Significa sair da zona de conforto para aprender.

O show não teve casa cheia. Não, pelo menos, nesta apresentação em que eu estava presente. Mas até acho esse fato compreensível. O importante foi ver que, ao final, os dois garotos já não mais lembravam dos seus vídeo games naquele momento e aplaudiam o encerramento de pé, junto com toda a plateia, que ainda pôde aprender que era capaz de produzir uma sequencia rítmica, em uníssono, em conjunto, conseguindo um resultado eficaz e emocionante, apenas apresentando vontade e disposição para o novo.

Por Bruno Mathias (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

STOMP!