FREAKONOMICS: O Lado Oculto e Inesperado de Tudo o que nos Afeta

FREAKONOMICS: O Lado Oculto e Inesperado de Tudo o que nos Afeta

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Autor: Levitt, Steven D.; Dubner, Stephen J.

A você, que está dedicando seu valioso tempo a esta leitura, já iniciamos com nossos sinceros agradecimentos. Assim, queremos lhe oferecer, aqui, um comentário com uma dinâmica diferente. Exploramos dois pontos-de-vista, diferentes e complementares, sobre uma obra que trata, exatamente, sobre a beleza de procurarmos o que há de diferente no que comumente enxergamos.

Aproveite, e deixe sempre os sentidos aguçados para tudo que lhe rodeia. Você pode se surpreender.

Um grande abraço,

Leandro Machado e  Bruno Mathias

Por Bruno Mathias (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Esse é um livro, digamos, diferente, como o próprio nome o denota. Não encontramos clichês, tampouco alento sobre nosso conturbado cotidiano.

A dupla de autores (Levitt, um economista excêntrico, e Dubner, um jornalista) nos mostra um trabalho desse economista incomum, em uma linguagem bem interessante. O foco desse trabalho é questionar a “sabedoria comum”, e estabelecer relações nunca imaginadas.

Passando de questões interessantes e curiosas, como “O que os professores e os lutadores de sumo têm em comum?”, àquelas mais inquietantes sobre a redução da criminalidade ou “O que faz um pai ser perfeito?”, descobrimos o que significa explorar novos horizontes para fugir de respostas triviais.

E, assim, é exatamente nesse ponto que reside a maior qualidade dessa obra: o incentivo a novos olhares sobre assuntos comuns, a mudança do sentido da linha de raciocínio para se encontrar novas respostas.

Como os próprios autores concluem, após essa leitura, talvez passemos a questionar muito mais os acontecimentos. “Muitas dessas perguntas não nos levarão a coisa alguma, e outras produzirão respostas interessantes e até mesmo surpreendentes”.

Seja como for, uma coisa é certa: se for possível produzir uma expansão na forma de pensar, de refletir sobre os fatos, comportamentos e atitudes, a leitura terá valido a pena.

Por Leandro Machado (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Este livro vem demonstrar a real importância de “enxergar” o mundo. Certamente existe uma grande diferença entre ver e enxergar.

Seria incoerente fazer tal afirmação? Dizer que muitas vezes olhamos e não enxergamos? Talvez não. Vejamos alguns exemplos:

Talvez por uma questão cultural que vem sendo lentamente implantada em nossa mente dia após dia, não conseguimos enxergar a verdadeira imagem que nossos olhos focam.

É como se estivéssemos sendo anestesiados por uma droga lenta e contínua que nos remete a ver a vida com normalidade, que nos ensina que o sofrimento e dificuldades somente existem quando sentimos na pele, que nosso semelhante não sofre com tais problemas e se sofre problema dele.

Como meu grande amigo Bruno descreveu perfeitamente no início do texto, talvez após a leitura deste livro passemos a questionar mais e mais os acontecimentos, e tenho certeza, nossos questionamentos podem incomodar muita gente e principalmente revelar novas perspectivas.

E o que pretendo dizer com “nossos questionamentos podem incomodar muita gente”? Quero dizer que isso afetará a “zona de conforto” de quem está ao nosso redor, e isso incomoda e muito.

Temos intrínseco um espaço que delimitamos como nossa “zona de conforto” e um espaço que entendemos como “zona de questionamento”. Geralmente, claro que inconscientemente, tendemos a fugir da “zona de questionamento” pois, o que entendemos (“zona de conforto”), dominamos e assim podemos influenciar pessoas.

Mesmo antes de lerem o livro, recomendo um exercício a todos. Sugiro expandirem sua zona de conforto, não de maneira brusca, mas aos poucos, lentamente.

Para começar faça uma relação mental de tudo que você não faz porque não gosta. Depois, passe a fazer pelo menos uma dessas coisas todos os dias.

- Pode ser uma pessoa de seu trabalho que você nunca cumprimentou por pensar que ela “não vai com sua cara”;

- Pode ser uma ligação que você sempre repasse por entender que não tem conhecimento total para prosseguir com o atendimento;

- Pode ser eliminar a buzina e conceder passagem a todos os carros que lhe solicitarem;

Enfim, faça algo diferente todos os dias e perceba ao final do dia como isso lhe fez bem, você estará expandindo sua “zona de conforto”.

Editora: Elseviers