Dança com Lobos

Dança com Lobos

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O filme retrata a história de ocupação das terras indígenas pelos “homens brancos”.

É excelente para trabalhar com valores, princípios, estratégias, visão de curto, médio e longo prazo, além de liderança e habilidade de adaptação e estabelecimento do vínculo de confiança.

Mas aqui irei me ater a apenas três aspectos: estratégias, liderança e equipes. O primeiro aspecto – Estratégia – é bastante evidenciado quando o inverno já mostra seus primeiros sinais e a tribo já percebe a escassez de suprimentos (carne e pele de búfalos). Neste momento, a procura por uma manada já durava algumas semanas e o desespero já beirava as famílias daquela tribo, quando, numa determinada madrugada, de uma belíssima lua cheia, os índios em suas ocas foram acordados com um tremor de terra. Era um indício de que alguma manada passava por aquelas redondezas. Os chefes, então, silenciosamente, se organizaram e foram até o topo de uma montanha e assim localizaram a manada. Estavam eufóricos, mas naquele momento não atacaram, pois precisariam observar “quem” era o líder da manada. Essa era a principal estratégia dos índios. E então, localizado o líder da manada, eles o acompanharam e o abateram. Como uma manada de búfalos leva certo tempo para eleger outro líder, os índios teriam tempo suficiente para angariar o que fosse necessário, e somente o necessário, para superar o próximo inverno.

Diante dessa analogia, enalteço o segundo aspecto – Liderança – e podemos então estabelecer uma comparação com a boa parte das organizações, as quais possuem apenas um líder (Equipes de Líder Único): quando você o tem, ótimo! Quando não, há um monte de gente “batendo cabeça”. No entanto, não se pode entender que Equipes (o terceiro aspecto) de Líder Único são ruins. O que define sua qualidade ou eficiência será a situação, por isso também estabelecemos a analogia com a Liderança Situacional.

Em contrapartida, podemos trazer outro modelo: o da disposição dos gansos selvagens, os quais pela própria disposição em “V” conseguem potencializar o vôo e economizar 75% de energia. E também esse modelo não é de todo bom, pois o que define sua eficácia e assertividade é a situação.

E que tal gerar uma fusão dos modelos? Teríamos então o “Vôo dos Búfalos” ou a “Manada de Gansos”. Força, Direção e Flexibilidade.

Saboreiem a história e desfrutem de um filme que também recebeu o Oscar em Fotografia. Vocês entenderão o porquê.

Divirtam-se!
Beijo no coração,
Abraços.

OBS: Comentários e analogias realizados com as turmas da pós-graduação da ESPM na disciplina Liderança e Gestão de Equipes.

Por: Adilson Souza (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)