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Talentos em Ação: A arte da diferenciação

Os líderes atuais estão de fato preparados para lidar com os novos talentos? E os novos talentos estão sabendo se posicionar de tal forma a serem percebidos por seus colegas e superiores por suas competências? Eis aqui dois questionamentos que, ao meu ver, são, além de atuais, desafiadores para ambas as partes.

O primeiro refere-se a como os líderes têm observado os jovens que estão iniciando no mercado de trabalho e alguns deles já atuando há algum tempo, e aqui me refiro àqueles que adentraram em suas posições de trabalho nos últimos 5 anos. Será que os líderes têm conhecimento dos potenciais de seus jovens talentos? Conhecem seus hobbies, aptidões, talentos para música, pintura, arte, esporte, dentre outros? O quanto desses talentos deixam de ser explorados pelos líderes em prol da organização e do próprio desenvolvimento desses jovens, que geralmente possuem grande energia e por algumas vezes estão desestimulados em seus postos de trabalho, uma vez que nem ao menos são exigidos para pensar e tão somente “estimulados” a executar idéias das quais nem se querem contribuíram? O quanto isso poderia ser motivador para esses talentos e para o desenvolvimento das organizações se convidassem de fato a contribuírem para a melhoria da performance organizacional? Ao mesmo tempo em que se fala de inovação e criatividade há um contra censo no diz respeito à oportunidade gerada para os novos talentos - e aqui também não quero direcionar a responsabilidade apenas e tão somente para os líderes e organizações.

E aqueles talentos que já tem mais de 5, 10, 15, 20, 25 anos de mercado, estariam eles contribuindo explorando seus talentos em prol de seu desenvolvimento e também da organização? Quantas competências desses profissionais são utilizadas no pós-expediente, finais de semana e atividades extra-trabalho e que ao menos são percebidas pelos seus líderes?

O que há em comum com os jovens talentosos e os profissionais que já estão no mercado de trabalho há muito tempo?  A resposta é o talento. O que há de incomum é que os jovens ainda desejam levar esses talentos para as empresas e os profissionais, ou boa parte deles, já desistiram. Pensem nisso!

É claro que há um desafio considerável para os jovens e aproveito para trazer uma provocação aos novos talentos. Estariam eles explorando seus potenciais de tal forma a serem percebidos pelos seus superiores? Estariam eles dispostos a aprender “coisas novas” a partir de “coisas velhas”?

A arte da diferenciação se dá pela ampliação de nossos mapas mentais e isso também ocorre quando estamos dispostos a aprender, reaprender e apreender. E tais possibilidades são aumentadas quando nos aproximamos e atraímos pessoas com experiências e vivências diferentes das nossas, sejam elas ocasionadas pelas diferentes áreas de atuação, estilos, perfis ou preferências.

E para finalizar, o que mais tenho percebido é que boa parte dos líderes e organizações tem valorizado, inclusive monetariamente, aqueles profissionais que conseguem ter visões e principalmente ações com ingredientes diferenciados, e para isso será cada vez mais determinante explorar os perfis dos jovens talentos. Para tanto, um de nossos desafios é permitir a musicalidade, arte, cultura e, sobretudo, alegria em nossas ações. Nosso maior exercício profissional será tornar nossas experiências, talentos e competências uma raridade. Aí sim alcançaremos a diferenciação.

Adilson Souza
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Sócio-diretor e Headhunter da EstAção RH Consultoria Empresarial.Mestre em Psicologia e pós-graduado em Administração de Empresas e RH. Bacharel em Economia. Coach de Empresários, executivos e atletas. Master-trainer em Programação Neurolinguística.